Sou o que sou pelo que nós somos

UBUNTU São Luís, Outubro 2018 | Tema: A dream called Ubuntu

UBUNTU EM ODEMIRA NA EUROPA | Encontro de voluntários
por Sara Serrão

Entre 2015 e 2019 tomaram lugar em Odemira três projectos de voluntariado internacional para jovens, compondo o ciclo “Odemira na Europa“.  Este conjunto de oportunidades foi coordenado pelo Município de Odemira, em consórcio com entidades parceiras dispersas pelo seu território.

Foram 20 os participantes internacionais, jovens entre os 19 e os 30 anos oriundos de vários países europeus: Alemanha, Espanha, Estónia, França, Hungria, Itália, Letónia, Polónia e Turquia . Estes jovens residiram pelo período máximo de um ano em diferentes freguesias do território de Odemira, contribuindo para as suas comunidades.

Uma das pérolas “Odemira na Europa”, que permanece na memória de todos quanto participaram e que sustentou o sucesso dos projectos, foram os encontros UBUNTU.
Mas afinal, o que é isso de UBUNTU…?

SOU O QUE SOU PELO QUE NÓS SOMOS

O termo UBUNTU é um conceito sul-africano na língua nguni que exprime o laço universal que nos une dentro de uma só humanidade.  “Sou o que sou pelo que nós somos” é a base da filosofia UBUNTU.

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Flore em São Luís

A Flore chegou a São Luís em Outubro 2018 e permaneceu durante um ano, apoiando o colectivo de artistas Ateneu do Catorze e desenvolvendo os seus próprios projectos criativos. Podes ouvir o seu testemunho aqui mesmo!

Um ano de SVE em São Luís

Olá a todo/as! Sou Annalisa, voluntaria SVE em São Luís! Aqui podes encontrar a minha apresentação de quando cheguei e aqui uma entrevista com a minha companheira de viagem, Flore! Mas o que vou tentar fazer agora é descrever o meu ano de SVE com è que eu aprendi das pessoas com quem trabalhei ou que conheci aqui!

O meu projeto “Environment and sustainable communities” basicamente é de apoiar projetos de permacultura, construções naturais e produção de produtos cosméticos naturais aqui na zona e aprender com eles!

Assim, num ano trabalhei com diferentes pessoas e com eles pude aprender algo! Mas um ano de SVE não é só aquilo que aprendes de pratico, mas também o que aprendes sobre ti com as pessoas à tua volta! Quando o SVE é numa aldeia pequenina e acolhedora como São Luís, a experiência fica superintensa e muda-te para toda a vida e aquilo que tu és fica mais marcado e claro! Nada disso teria sido possível sem as pessoas que me acompanharam, as primeiras de todas, quem me escolheu para este projeto, as minhas tutoras Sara e Ana!

A primeira pessoa que conheci chegando à estação de Funcheira! Foi longo conhecer algo dela por causa da sua confidencialidade, mas cada vez era surpreendente descobrir que atrás de cenas lindas ficavam as sua ideias! Com ela aprendi a importância de escutar e de dar liberdade a desenvolver as próprias ideia, sem juízo que seja certo ou errado, melhor ou pior, ajudar dando conselhos e a solução chega mais cedo ou mais tarde; aprender as próprias capacidades e tomar o tempo certo que precisamos para nós mesmos; a simplicidade de fazer sem grandes cerimónias, mas fazer de maneira coerente com os próprios princípios; calma, equilíbrio, bondade; acolher na própria casa; o sentido de comunidade; e também que podes beber um tirinho de medronho para restabelecer nova energias!

É incrível como, além de ter uma bebé pequeninha (e lindíssima), ela continuava a fazer aquilo que queria fazer pelo seu trabalho com ela ao seu colo! Assim aprendi a beleza de ser mãe e as pequeninhas e grandes coisas que isso é! Com ela aprendi que quando algo não está a correr como tinha que ser é sempre melhor comunicá-lo sem esperar que a situação se resolva sozinha. Aprendi como um trabalho na horta pode estar ligado a um trabalho psicológico e quanto isso pode ser poderoso para nós mesmos, assim percebi muito sobre mim, sobretudo que é bom nos aceitarmos com tudo o que de bom e mau temos em nós.

A minha companheira de casa e de aventuras neste ano! Apesar de ser mais nova que eu, aprendi muito com ela, como ter confiança nas pessoas e pedir ajuda quando precisas. Andar, quando há algo de pesado na cabeça ou no coração, é andar no meio de nada! Ser mais leve contigo mesmo e nas situações da vida. Aprender com os outros, perguntando, sendo curiosa, escutando, conhecendo as pessoas. Dar a todos uma possibilidade sem preconceitos! Comer mais saudável, também com menos massa!

Com ele aprendi pela primeira vez a trabalhar na horta, utilizar as ferramentas, cuidar das galinhas, projetar e construir um galinheiro, os nomes dos legumes e dos vegetais em português e a dançar Forró! Mas também a ser empreendedor e com vontade de agir! A importância de experimentar para aprender e conhecer, assim comecei a ter a minha “horta no terraço” para ter ervas aromáticas para cozinhar! Aprendi também a dançar forró e que é bom dançar para libertar a cabeça.

A minha companheira de todas as atividades extra SVE que fiz durante este ano! Com ela aprendi a disponibilidade de ser presente e ajudar. Ver o lado positivo e tentar sempre, mesmo que seja para falhar, mas ficar positiva na mesma. Tomar tempo e respirar quando tudo parece demais. Ser diplomática e perceber o que não gostas mesmo e o que podes aceitar para viver em harmonia com os outros!

O meu professor de yoga e meditação! Com a sua calma e a sua voz tranquilizadora, aprendi o equilibro que deriva do tomar consciência de ti mesmo. Aceitar o bem e o mal que nos aconteça e deixá-lo ir embora. Tomar tempo para libertar a mente e aceitar os próprios limites sem achar de que falta algo.

Nunca na minha vida fiz desporto e aqui fiquei apaixonada por isso, com a equipa aprendi a importância do trabalho de equipa para atingir o resultado, mas mais que tudo o espírito desportivo para respeitar o “adversário”, também porque depois vamos todos (a) beber cerveja juntos. Acho que o grito explica mais que tudo: “Lift your spirit, free your mind, javalis is frisbee time”!

Com ela descobri uma nova parte do teatro, ou seja, fazer parte dele! Há já muito tempo que gosto de ver espetáculos de teatro, mas nunca pensei poder participar num! Enquanto professora de teatro de improvisação, com ela aprendi o jogo do sim, ou seja, de estar abertos e aceitar as novas propostas; fazer o branco e libertar a mente para pensar fora da caixa e chegar a soluções/final que não estávamos à espera. Aprendi como realmente o teatro é a vida e a vida é uma enorme obra teatral!

Eles moram num Paraíso no meio da floresta e numa “casa aberta”, o quarto é numa yurta, a cozinha mais além e aberta em dois lados, com uma pequena horta vertical em frente, a casa de banho mais além e uma horta maior ainda mais além! Acho incrível como alem de viver no meio da natureza, eles guardam um gosto em organizá-la. Fiquei fascinada por ver este casal viver assim com o seu projeto que cresce devagarinho, mas lindo e aprender o equilíbrio de realizá-lo juntos, dia após dia, às vezes com ajuda dos amigos ou voluntários. A beleza e a simplicidade de ficar juntos!

O projeto deles, gerido pela família, é organizado numa maneira certinha e os produtos deles tem um aspeto profissional e lindo pelo seu cuidado pelos detalhes e foi interessante aprender como dar atenção a estas pequenas coisas! Aprendi pela primeira vez a fazer sabonetes que é tipo bruxaria, por isso é preciso utilizar também a varinha mágica.

Foi com ela que aprendi e me apaixonei pela produção dos produtos cosméticos naturais na sua lindíssima casa no meio da natureza, a viver sozinha, sem carro, com eletricidade e água dos paneis solares! Assim aprendi que o exemplo da própria escolha de vida sensibiliza mais que mil manifestações. Percebi que para viver precisamos de menos do que costumamos pensar e que é possível reutilizar qualquer coisa produzindo menos lixo. A beleza de trocar em vez de comprar. Fizemos muitas longas e interessantes conversas, aprendi assim mais sobre as abelhas que ela tem, aprendi a comer algumas plantas selváticas.

Uma mulher poderosa! Trabalhando na casa dela e na sua horta percebi que a revolução verdadeira e mais forte começa nas pequenas coisas, desde um sonho de independência que após anos de tentativas chega a ter resultados. A importância de comprar localmente e os projetos que trabalham para isso, porque juntos, concretamente é possível fazer pequenas revoluções!

Com a pratica do shiatsu e de longas conversas a escutar mais o meu corpo e aquilo que precisa, perceber o que queres e não queres, quando tenho de parar, quando aceitar uma proposta para fazer algo e quando não porque não gosto ou porque não tenho as energias suficientes!

Enfim, foi um ano incrível e superintenso, onde conheci pessoas extraordinárias e mais, mulheres superpoderosas! Sempre vou ter saudade de São Luís e das pessoas ali!

Obrigada a vocês todos! Até jà!

Conselhos da Vovó 2.0

“Toda a gente fala de crise climática e que a situação está cada vez pior. É verdade, mas o que podemos fazer para diminuir o nosso impacto negativo no planeta?”

Chegou a fanzine/ blog CONSELHOS DA VOVÓ 2.0 da Annalisa Zaccaria, voluntária SVE no GAIA Alentejo, que vem propôr ideias práticas para sermos mais sustentáveis no dia-a-dia.

“O estilo de vida que surgiu nos últimos 50 anos e parece tão confortável está a contaminar a nossa saúde, o nosso ambiente e o nosso futuro! O que é preciso é voltar atrás e recuperar alguma da antiga sabedoria dos nossos avós. Assim nasceu “Salvar o planeta com os conselhos da vovó 2.0”, uma maneira leve e divertida que mostra como se pode tornar sustentável no dia a dia! Aqui encontra dicas práticas para utilizar em sua casa. Não é preciso fazê-las todas, mas é preciso fazer algo. Agora!”

Annalisa realizou o seu Serviço Voluntário Europeu na aldeia de São Luís, durante um ano (Outubro 2018 a Outubro 2019), ao abrigo do projecto “Odemira na Europa – Há presente e há futuro aqui” e com o apoio Erasmus+ Juventude em Acção.

Voluntariado jovem na Irlanda do Norte

CAMPHILL COMMUNITY GLENCRAIG | Irlanda do Norte
http://www.glencraig.org.uk

Programa: Corpo Europeu de Solidariedade
Temas: Saúde e bem-estar. Ambiente. Criatividade e Cultura.
Datas: 12 meses, a partir de Novembro/ Dezembro 2019

Descrição:

Glencraig Camphill é uma comunidade situada perto de Belfast, na Irlanda do Norte (UK), com princípios de integração social e de sustentabilidade ambiental, que apoia crianças, jovens e adultos portadores de deficiência. A comunidade tem um vasto terreno com bosque, campos agrícolas e parques, desembocando no estuário do rio Lagan. Tem também estruturas de acolhimento para famílias e estudantes, a escola e a quinta.

A/o voluntária/o será integrada/o num grupo de 31 voluntários, que vêm da Bulgária, Croácia, Cipre, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Roménia e Espanha! As tarefas compreendem o apoio a pessoas portadoras de deficiência, nas casas de acolhimento e em ambiente familiar, e o apoio às actividades na quinta, jardins e oficinas de artesanato.

Toda a informação aqui mesmo! Glencraig ESC Project Info for Volunteers 2019-20

Candidata-te já!
Depois de leres com atenção o documento em cima, envia para Vincent Reynolds <vincent@glencraig.org.uk>

Testemunho da voluntária Joana Guerreiro em Glencraig: Joana na Irlanda do Norte

Voluntariado jovem no FIVACC

Organizado pelo Colectivo O Bosque e a Cultivamos Cultura, FIVAcc – Festival Internacional de Videoarte Cultivamos Cultura acontece em São Luís de 25 a 31 Agosto 2019.

O GAIA Alentejo promove voluntariado jovem durante o Festival! Jovens entre 12 e 17 anos podem conhecer o evento por dentro, contribuindo com as mãos na massa para este Festival Internacional de caracter colaborativo e sustentável. A língua de trabalho é o português! Inscrições através do email svegaia.alentejo@gmail.com ou Facebook SVE GAIA Alentejo.

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Relatório CooperAcção

Evento Cooper’Acção | 5 Outubro 2018, São Luís

(English below)

É possivel que já tenhas ouvido falar de CooperAcção. Mas, o que é a CooperAcção?

Descobre todos os detalhes especificos sobre o nosso projecto neste  Guia de boas práticas e/ou na Linha do tempo CooperAcção.

Cartaz 5 Outubro

Reflexão pessoal (Jose M Donado):

O processo começou com a minha vontade de me relacionar de maneira mais significativa com as pessoas que me rodeiam. Com este propósito comecei a investigar sobre economia e vias alternativas, ideias como o banco do tempo ou a moeda local chamavam a minha atenção.

Assim um dia, em conversa com uma amiga sobre economia local, ela disse-me: “O difícil não é criar uma moeda local, o difícil é que o local tenha necessidade de uma moeda própria”.
Também entendendo que o período de tempo do meu projecto SVE era limitado (12 meses) entendi que o melhor que poderia fazer era trabalhar em algo que, após o fim do projecto, pudesse continuar por si próprio.

Estas duas ideias combinadas com o meu contexto exterior e interior fizeram-me acreditar que a melhor maneira de eu participar regenerativamente seria convidar as pessoas da comunidade a vivenciar as perguntas em conjunto, funcionando eu como elo de união entre comunidades, pessoas e ideias. Com esta filosofia, esforcei-me por envolver pessoas na participação activa do seu próprio desenvolvimento através da co-criação de projectos e do questionamento. Neste processo foi importante a exploração da co-criação dende uma posição de horizontalidade, utilizando tecnicas coma Sociocracia 3.0 dentro do processo e das diferentes etapas. Continue a ler Relatório CooperAcção

Grupo de Acção e Intervenção Ambiental – ONG