Como foi o encontro GENERA – soberania alimentar e questões de género – Barcelona 2019

 

Testemunhos

A oportunidade de participar e ter acesso a toda esta informação em pessoa foi incrível. Alimentou a  visão que tenho sobre a ruralidade e o que são possíveis passos para estimular uma vida na ruralidade com prazer, com alegria, com qualidade de vida… vi serem apresentados novos modelos de produção/consumo que podem beneficiar todos os seres, vi participação activa… vi paixão! 

Como dar continuidade a este projecto cá em Portugal? 

Estou motivada, e sonho com algumas possibilidades, também activar interacções entre a ibéria para o apoio mútuo.

Gratidão!

Muito especialmente à Laura e ao Davide pela facilitação de todo o curso e às maravilhosas árvores  e avaliações ao longo dos processos… 

Rita Magalhães

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Este encontro em Mura foi incrível! Em cinco dias foi possível ter a perspectiva das várias ‘frentes’ na área da agroecologia, na Catalunha: as cooperativas de consumo, o trabalho com os animais, a liberdade das sementes, a comunicação e até a academia. O local escolhido, o albergue El Caus de Mura, foi especial e acolheu de forma integradora o evento, pois a alimentação fornecida foi pensada ao pormenor, algo que é costume na forma de estar de quem gere o local (alimentos biológicos e locais). 

A possibilidade de contactar com pessoas dos vários cantos da Europa foi enriquecedora, pois somos vários a dedicamo-nos à causa da agroecologia. Graças a este encontro também troquei ideias sobre os grupos de consumo informais e trago ‘no bolso’ algumas ideias a partilhar. Foram mais umas linhas que se cozeram nesta teia de gentes e saberes que me alimentaram a vontade de fortalecer estas ligações e, quem sabe, a realização de um encontro semelhante na ruralidade portuguesa.

Algo que me ficou muito presente foi a necessidade de empoderar e envolver o mundo rural neste movimento e a forma como comunicamos acerca das mulheres e a ruralidade. 

Agradeço a quem me entregou esta oportunidade e a todos os que conheci!! Um bem haja!!

Filipa Almeida

Soberania Alimentar e a questão de Género – Mura

13 a 19 Dezembro 2019

Como aportar aos conceitos e às acções que constituem a soberania alimentar (sendo que a soberania alimentar suporta a ruralidade) a visão dos géneros, empoderando a perspectiva feminina.

Declarações:

  • Não é o facto de ter nascido homem ou mulher que me dá a vocação para a profissão, trabalho ou tarefa que farei.
  • A Ruralidade é de onde vem a autonomia.
  • A ruralidade vem sendo ridicularizada e tornada invisível.
  • No mundo rural a mulher ainda é muito invísivel. A mulher assume que há trabalhos que são dos homens, como por exemplo o pastoreio. 
  • A mulher no mundo rural é duplamente invisível.
  • Valores ligados ao feminino: o cuidar, a reprodução (por exemplo recolha das sementes)… 
  • O problema não está no sermos homens ou sermos mulheres, está sim no facto de já não termos o sentido de comunidade. 
  • Para um sociedade controlável e dependende destói-se a memória da ruralidade, da soberania/autonomia e destrói-se as relações, a rede de relações afectivas.
  • Precisamos mudar os óculos com que vemos a ruralidade.
  • Criar estratégias criativas para a dinamização rural, observando as possibilidades que o território tem de aumentar a auto-estima, de viver num estili de vida confortável e criar trabalho valorizado. 
  • Projectos participativos não sabemos qual será o resultado mas o que no final surge tem maior resiliência. 
  • Se não há dados sobre a mobilidade Urbano rumo a ruralidade não se constróem as estruturas que apoiam esta mobilidade. Em França existem dados e estruturas de apoio a quem se quer mover para o mundo rural (Colibri). 
  • Barreiras na vida rural: não existe política nos temas de soberania alimentar/ género/ agroecologia; Acesso à terra; 
  • Faltam modelos alternativos pós-capitalistas e Falta de resposta às alterações climáticas
  • Estar no trabalho que seja um prazer.
  • Queremos saúde física, Saúde económica, saúde territorial, saúde anímica.
  • Na cosntrução de modelos de consumo alternativos o dinheiro é uma parte mas é essencial que as pessoas queiram também trabalhar!
  • As universidades são neo-liberais, assim o conhecimento produzido serve esse propósito. 
  • Arte como forma de divulgar os resultados obtidos. 
  • Todos somos investigadores, por isso é essencial no final de qualquer trabalho avaliar, reflectir e melhorar. 
  • Pegar nos valores ligados ao feminino e usá-los quando tratamos da soberania alimentar, ou quando tratamos de uma investigação, ou quando escrevemos um artigo, ou quando criamos um modelo de consumo alternativo, …  

Estivemos presentes 20 pessoas de diferentes associações:

  • Assed – Action for Solidarity Environment Equality and Diversity (https://aseed.net), Holanda – direct action, creating info about impacts of farming, Food autonomis Fest, Reclaim the Seed Fest.
  • Artifactory (https://www.artifactory.eu), Grécia – trabalham temáticas pela arte, Art Emergency (refugges), Free (memories).
  • Seed Festival Peliti (https://peliti.gr/20th-peliti-seed-festival-4rd-olympic-seed-festival-2020/), Grécia – troca de sementes, conhecimento… legalidades… 
  • Save Epirus (https://savepirus.gr/), Grécia – zona a lutar para não se instalarem as empresas de petróleo, Reclamando a terra: along the reads of olives and oranges.
  • CISV, Itália – start the change com jovens com formação nas escolas e também educação não formal, têm manuais com práticas destes dois tipos de educação. Trabalham com rede de agricultores locais (genuíno clandestino) para haver os exemplos reais. 
  • Brigata Ortiga, Itália – horta urbana num centro social ocupado. 
  • L’espona, Catalunha – Colectivo de 24 mulheres  numa vila com 600 habitantes, onde trocam conhecimentos, práticas… discutem temáticas. 
  • Pamapam (https://pamapam.org/ca/), Catalunha – mapa de economia solidária com critérios que descrevem a situação de cada projecto que está presente no mapa. 
  • Cooperaction, Catalunha – escola popular de cultura feminista.
  • Associação Parco del nobile (http://www.associazioneparcodelnobile.it/), Itália – Trabalho com crianças no parque, fazendo horta e cuidando de abelhas. Recebem crianças (7 a 12 anos) e vão às escolas. 
  • Conecta Natura, Valencia – Voluntariado de cuidar as florestas.
  • La Sala, Girona – comunidade… quizá uma coop.

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Voluntariado internacional para jovens

Olé

Aqui vai informação sobre 2 vagas de voluntariado que estão disponíveis neste momento. Ambas as posições têm parceria com o GAIA Alentejo, o que significa que somos nós a fazer a preparação e o acompanhamento dos voluntários.

As condições do CES – Corpo Europeu de Solidariedade – é que todas as despesas são cobertas pelo programa e incluem viagem de ida e volta, alojamento, alimentação, mesada, seguro de saúde.

Camphill Community Glencraig (Irlanda do Norte)

  • 9 meses (Abril a Outubro 2020) ou 6 meses (Julho a Outubro 2020)
  • É uma comunidade intencional, funciona de forma ecológica e segundo os princípios de Rudolf Steiner. Inclui pessoas portadoras de deficiências que são alojadas com famílias, nas casas das comunidades.
  • Descrição aqui mesmo: Glencraig ESC Project Info for Volunteers Feb 2020
  • Testemunho da Joana em Glencraig!!

CALA Centro Alternativo de Aprendizagens (Albuquerque, Espanha)

  • 10/12 meses a começar assim que possível (a decorrer em 2020)
  • É um trabalho em meio rural, numa vila, e consiste em trabalhar com jovens e com meios de comunicação críticos (ex. rádio local).
  • Descrição aqui mesmo: 19fev_EVS InfoPack Visual (2)
  • Testemunho da Ana em Albuquerque!!

Se tiveres interesse escreve-nos para svegaia.alentejo@gmail.com e explicamos-te como concorrer.

Abraço
Sara

Vens e trazes sementes?

English Below

VIMOS POR ESTE MEIO TE CONVIDAR PARA A

9º FESTA DA SEMENTE QUE  OCORRERÁ

NO DIA 8 DE FEVEREIRO NO VALE DE SANTIAGO!

Como todos os anos, criamos um espaço para celebrar, trocar e partilhar as nossas sementes locais, que é uma atividade tão importante nos nossos tempos de controlo corporativo e do desaparecimento de variedades. Vamos oferecer muitas palestras e um workshop prático sobre a preservação de sementes.
Haverá o mercado de produtores / vendedores locais, um belo espaço e atividades para crianças, incluindo a pintura de um mural, um fogo para reunir, um almoço comum e música!

O QUE HÁ DE NOVO:
Este ano, incluiremos o tópico de sementes da floresta e faremos uma apresentação sobre essa importante questão, por exemplo, para o reflorestamento de terrenos danificados.
E mudámos a localização! Para termos atividades diferentes a
acontecer paralelamente e com melhor acústica do que em S.Martinho, nós mudámos para o Vale de Santiago, onde podemos usar o estabelecimento do Centro Socio-Cultural de V.S. e da Escola de Vida, incluindo toda a bela área ao redor dos edifícios.
Agradecemos ao município de S.Martinho das Amoreiras por todo o apoio nos anos anteriores!

PROGRAMA:
10h00 Abertura cerimonial do mercado
11h00 – 11h45 A importância da preservação de sementes (Frederica –
Círculos de Sementes) e Resumo de Um Ano da Rede Regional de Sementes (Lilian – Tamera Seed Project e Mar – Vale da Lua)
12h15 – 12h45 Sementes da floresta (Zé Mateus e Jannis – Eco Interventions)
12h30 – 14h00 Almoço
14h00 – 14h30 AMAPS – um modelo de cooperação entre produtores e consumidores (Rita do Monte Mimo)
15h00 – 17h00 Workshop sobre colheita e conservação de sementes (Frederica – Círculos de Sementes)
17.00 Celebração

Reserva esta data pois sem ti esta Festa não faz sentido!
VINDO DE SANTA LUZIA,VAIS ENCONTRAR-NOS DEPOIS DE PASSARES O CENTRO DE VALE DE SANTIAGO, JUNTO À ESTRADA MUNICIPAL.

Gratidão pelo teu tempo e até breve,

As guardiãs de sementes Mariana, Lilian, Páti e Rita Continue a ler Vens e trazes sementes?

Relatório de Actividades 2019

Voluntariado Jovem no FIVACC, São Luís

O GAIA – Grupo de Acção e intervenção Ambiental opera no Alentejo na aldeia de São Luís (concelho de Odemira) e na Mimosa, sito Monte Mimo (concelho de Santiago do Cacém). A acção em São Luís é focada nos jovens enquanto grupo-alvo, a acção na Mimosa é focada na implementação prática de agroecologia. 

Para as actividades do GAIA Alentejo em 2019 decidimos a seguinte missão: IMPULSIONAR ESTILOS DE VIDA ECOLÓGICOS ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM.

A missão revelou-se através de um conjunto de acções, que inclui dinamização de actividades de voluntariado, cursos e encontros, oficinas temáticas para jovens e facilitação de uma AMAP. 

Relatório de Actividades 2019 | 19dez_Relatório de Actividades 2019_2

Sou o que sou pelo que nós somos

UBUNTU São Luís, Outubro 2018 | Tema: A dream called Ubuntu

UBUNTU EM ODEMIRA NA EUROPA | Encontro de voluntários
por Sara Serrão

Entre 2015 e 2019 tomaram lugar em Odemira três projectos de voluntariado internacional para jovens, compondo o ciclo “Odemira na Europa“.  Este conjunto de oportunidades foi coordenado pelo Município de Odemira, em consórcio com entidades parceiras dispersas pelo seu território.

Foram 20 os participantes internacionais, jovens entre os 19 e os 30 anos oriundos de vários países europeus: Alemanha, Espanha, Estónia, França, Hungria, Itália, Letónia, Polónia e Turquia . Estes jovens residiram pelo período máximo de um ano em diferentes freguesias do território de Odemira, contribuindo para as suas comunidades.

Uma das pérolas “Odemira na Europa”, que permanece na memória de todos quanto participaram e que sustentou o sucesso dos projectos, foram os encontros UBUNTU.
Mas afinal, o que é isso de UBUNTU…?

SOU O QUE SOU PELO QUE NÓS SOMOS

O termo UBUNTU é um conceito sul-africano na língua nguni que exprime o laço universal que nos une dentro de uma só humanidade.  “Sou o que sou pelo que nós somos” é a base da filosofia UBUNTU.

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Um ano de SVE em São Luís

Olá a todo/as! Sou Annalisa, voluntaria SVE em São Luís! Aqui podes encontrar a minha apresentação de quando cheguei e aqui uma entrevista com a minha companheira de viagem, Flore! Mas o que vou tentar fazer agora é descrever o meu ano de SVE com è que eu aprendi das pessoas com quem trabalhei ou que conheci aqui!

O meu projeto “Environment and sustainable communities” basicamente é de apoiar projetos de permacultura, construções naturais e produção de produtos cosméticos naturais aqui na zona e aprender com eles!

Assim, num ano trabalhei com diferentes pessoas e com eles pude aprender algo! Mas um ano de SVE não é só aquilo que aprendes de pratico, mas também o que aprendes sobre ti com as pessoas à tua volta! Quando o SVE é numa aldeia pequenina e acolhedora como São Luís, a experiência fica superintensa e muda-te para toda a vida e aquilo que tu és fica mais marcado e claro! Nada disso teria sido possível sem as pessoas que me acompanharam, as primeiras de todas, quem me escolheu para este projeto, as minhas tutoras Sara e Ana!

A primeira pessoa que conheci chegando à estação de Funcheira! Foi longo conhecer algo dela por causa da sua confidencialidade, mas cada vez era surpreendente descobrir que atrás de cenas lindas ficavam as sua ideias! Com ela aprendi a importância de escutar e de dar liberdade a desenvolver as próprias ideia, sem juízo que seja certo ou errado, melhor ou pior, ajudar dando conselhos e a solução chega mais cedo ou mais tarde; aprender as próprias capacidades e tomar o tempo certo que precisamos para nós mesmos; a simplicidade de fazer sem grandes cerimónias, mas fazer de maneira coerente com os próprios princípios; calma, equilíbrio, bondade; acolher na própria casa; o sentido de comunidade; e também que podes beber um tirinho de medronho para restabelecer nova energias!

É incrível como, além de ter uma bebé pequeninha (e lindíssima), ela continuava a fazer aquilo que queria fazer pelo seu trabalho com ela ao seu colo! Assim aprendi a beleza de ser mãe e as pequeninhas e grandes coisas que isso é! Com ela aprendi que quando algo não está a correr como tinha que ser é sempre melhor comunicá-lo sem esperar que a situação se resolva sozinha. Aprendi como um trabalho na horta pode estar ligado a um trabalho psicológico e quanto isso pode ser poderoso para nós mesmos, assim percebi muito sobre mim, sobretudo que é bom nos aceitarmos com tudo o que de bom e mau temos em nós.

A minha companheira de casa e de aventuras neste ano! Apesar de ser mais nova que eu, aprendi muito com ela, como ter confiança nas pessoas e pedir ajuda quando precisas. Andar, quando há algo de pesado na cabeça ou no coração, é andar no meio de nada! Ser mais leve contigo mesmo e nas situações da vida. Aprender com os outros, perguntando, sendo curiosa, escutando, conhecendo as pessoas. Dar a todos uma possibilidade sem preconceitos! Comer mais saudável, também com menos massa!

Com ele aprendi pela primeira vez a trabalhar na horta, utilizar as ferramentas, cuidar das galinhas, projetar e construir um galinheiro, os nomes dos legumes e dos vegetais em português e a dançar Forró! Mas também a ser empreendedor e com vontade de agir! A importância de experimentar para aprender e conhecer, assim comecei a ter a minha “horta no terraço” para ter ervas aromáticas para cozinhar! Aprendi também a dançar forró e que é bom dançar para libertar a cabeça.

A minha companheira de todas as atividades extra SVE que fiz durante este ano! Com ela aprendi a disponibilidade de ser presente e ajudar. Ver o lado positivo e tentar sempre, mesmo que seja para falhar, mas ficar positiva na mesma. Tomar tempo e respirar quando tudo parece demais. Ser diplomática e perceber o que não gostas mesmo e o que podes aceitar para viver em harmonia com os outros!

O meu professor de yoga e meditação! Com a sua calma e a sua voz tranquilizadora, aprendi o equilibro que deriva do tomar consciência de ti mesmo. Aceitar o bem e o mal que nos aconteça e deixá-lo ir embora. Tomar tempo para libertar a mente e aceitar os próprios limites sem achar de que falta algo.

Nunca na minha vida fiz desporto e aqui fiquei apaixonada por isso, com a equipa aprendi a importância do trabalho de equipa para atingir o resultado, mas mais que tudo o espírito desportivo para respeitar o “adversário”, também porque depois vamos todos (a) beber cerveja juntos. Acho que o grito explica mais que tudo: “Lift your spirit, free your mind, javalis is frisbee time”!

Com ela descobri uma nova parte do teatro, ou seja, fazer parte dele! Há já muito tempo que gosto de ver espetáculos de teatro, mas nunca pensei poder participar num! Enquanto professora de teatro de improvisação, com ela aprendi o jogo do sim, ou seja, de estar abertos e aceitar as novas propostas; fazer o branco e libertar a mente para pensar fora da caixa e chegar a soluções/final que não estávamos à espera. Aprendi como realmente o teatro é a vida e a vida é uma enorme obra teatral!

Eles moram num Paraíso no meio da floresta e numa “casa aberta”, o quarto é numa yurta, a cozinha mais além e aberta em dois lados, com uma pequena horta vertical em frente, a casa de banho mais além e uma horta maior ainda mais além! Acho incrível como alem de viver no meio da natureza, eles guardam um gosto em organizá-la. Fiquei fascinada por ver este casal viver assim com o seu projeto que cresce devagarinho, mas lindo e aprender o equilíbrio de realizá-lo juntos, dia após dia, às vezes com ajuda dos amigos ou voluntários. A beleza e a simplicidade de ficar juntos!

O projeto deles, gerido pela família, é organizado numa maneira certinha e os produtos deles tem um aspeto profissional e lindo pelo seu cuidado pelos detalhes e foi interessante aprender como dar atenção a estas pequenas coisas! Aprendi pela primeira vez a fazer sabonetes que é tipo bruxaria, por isso é preciso utilizar também a varinha mágica.

Foi com ela que aprendi e me apaixonei pela produção dos produtos cosméticos naturais na sua lindíssima casa no meio da natureza, a viver sozinha, sem carro, com eletricidade e água dos paneis solares! Assim aprendi que o exemplo da própria escolha de vida sensibiliza mais que mil manifestações. Percebi que para viver precisamos de menos do que costumamos pensar e que é possível reutilizar qualquer coisa produzindo menos lixo. A beleza de trocar em vez de comprar. Fizemos muitas longas e interessantes conversas, aprendi assim mais sobre as abelhas que ela tem, aprendi a comer algumas plantas selváticas.

Uma mulher poderosa! Trabalhando na casa dela e na sua horta percebi que a revolução verdadeira e mais forte começa nas pequenas coisas, desde um sonho de independência que após anos de tentativas chega a ter resultados. A importância de comprar localmente e os projetos que trabalham para isso, porque juntos, concretamente é possível fazer pequenas revoluções!

Com a pratica do shiatsu e de longas conversas a escutar mais o meu corpo e aquilo que precisa, perceber o que queres e não queres, quando tenho de parar, quando aceitar uma proposta para fazer algo e quando não porque não gosto ou porque não tenho as energias suficientes!

Enfim, foi um ano incrível e superintenso, onde conheci pessoas extraordinárias e mais, mulheres superpoderosas! Sempre vou ter saudade de São Luís e das pessoas ali!

Obrigada a vocês todos! Até jà!

Grupo de Acção e Intervenção Ambiental – ONG