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Galeria de pessoas e plantas

Novembro 2020. Sessenta participantes responderam às sessões de plantação comunitária no parque do Cerro do Moinho, São Luís.

Viajando desde o Viveiro Comunitário de São Luís, o viveiro ICNF de Valverde (no contexto do programa nacional FLORESTA COMUM) e o viveiro de Vale Bacias, 120 plantas de mais de 18 espécies diferentes instalaram-se no parque. Bem-vindas!

Uma iniciativa do projecto JARDINS INVISÍVEIS do GAIA Alentejo, em parceria com a Junta de Freguesia de São Luís e com o apoio da Fundação Vox Populi.

PLANTAR ÁRVORES EM SÃO LUÍS

Contribuir para os espaços naturais e para o bem-comum em segurança!

Fazer actividades em conjunto ao Ar Livre, em família, com amigos ou com colegas!

O GAIA Alentejo promove acções de plantação de árvores no parque do Cerro do Moinho, em São Luís, entre 25 e 28 Novembro 2020.

Sessões de plantação:

  • Quarta-feira 25 Novembro 15:00
  • Sexta-feira 27 Novembro 15:00
  • Sábado 28 Novembro 11:00
  • Sábado 28 Novembro 15:00

Inscreva um grupo de 5 pessoas até 19 Novembro! Fale connosco ou contacte-nos através do Facebook GAIA Alentejo ou email saraserrao@gaia.org.pt.

Participação gratuita, mediante inscrição.

As actividades no parque do Cerro do Moinho respeitam as normas nacionais de prevenção COVID e seguem as Medidas do GAIA Alentejo.

*

“Vamos plantar árvores” é uma iniciativa do GAIA Alentejo no contexto do projecto Jardins Invisíveis, em parceria com a Junta de Freguesia de São Luís e a Fundação Vox Populi.

De Outubro 2020 a Março 2021 vamos intervir no parque do Cerro do Moinho. As actividades incluem sessões participativas no Viveiro Comunitário (semear e cuidar de árvores e arbustos) e no parque (acções regenerativas e plantação).

Também é possível participar a partir de casa/ da instituição e contribuir para termos mais árvores em São Luís!

Convidamos as entidades activas na freguesia de São Luís a juntar-se a esta iniciativa e, em conjunto, melhorarmos os espaços comuns, plantarmos árvores e cuidarmos da nossa paisagem. Contacte-nos pessoalmente ou através do Facebook ou email saraserrao@gaia.org.pt.

MAIS ÁRVORES EM SÃO LUÍS! Junte as suas mãos às nossas.

SOBREIRO

OLHAR, VER, RECONHECER

com Paula Canha *

O sobreiro é uma árvore emblemática do Alentejo. Sobre ele afirmou Vieira Natividade, notável silvicultor português: “nenhuma outra árvore dá tanto exigindo tão pouco”. 

O sobreiro é indispensável para a economia local, para a formação de solo, para a composição da paisagem e no suporte de todo um ecossistema com extraordinária biodiversidade. Os sobreiros suportam atividades económicas como a caça, a apicultura, o turismo de natureza, a recolha de cogumelos e a criação de raças locais de animais para leite ou carne. 

O sobreiro vive em média 200 anos. A cortiça é tirada de 9 em 9 anos, por vezes de 10 em 10 anos. Quanto menos saudável está o sobreiro, mais tempo demora a formar a cortiça. A cortiça, é resistente ao fogo, o que protege a árvore dos incêndios que ocorrem naturalmente na região mediterrânica. Simultaneamente faz da cortiça uma matéria-prima muito interessante, natural e biodegradável. 

Continue a ler SOBREIRO

Viveiro comunitário também a partir de casa!

Aproveita os teus momentos livres para passear ao Ar Livre, com a tua família ou com os teus amigos!

Esta altura é perfeita para apanhar bolotas e as sobreiras estão bem generosas este ano. Basta te aproximares de uma árvore e verás a quantidade incrível de bolotas, algumas bem grandes e cheias de vontade de dar nova vida.

Podes apanhá-las e fazê-las germinar tu mesma/o, para distribuir pequenas árvores pela tua vizinhança, quem sabe oferecê-las pelo Natal! Também podes trazer as pequenas árvores que germinaste para o Viveiro Comunitário de São Luís, onde as distribuiremos pela comunidade.

Uma bolota gigante

É simples:
1. Recolhe as bolotas maiores e que não têm buraquinhos.
2. Em casa, coloca-as sobre um pano húmido, cobrindo-as com o mesmo pano.
3. Verifica de 2 em 2 dias se o pano continua húmido.
4. As bolotas germinam em cerca de 3 semanas. Nessa altura deves colocar cada uma num vaso, com um palmo de terra por baixo da bolota (onde acondicionas a raiz mais longa) e mais terra por cima. Em vez de vasos podes usar garrafas de plástico ou embalagens de leite, lembrando-te de fazeres furos por baixo para escoar a água!
5. Deixa os vasos num local arejado e onde apanhem luz do sol e rega-os com frequência.
6. Um mês depois terás pequenos sobreirinhos para oferecer!

PS: Inspirei-me num livro que tenho em casa para fazer este post e que recomendo: “Um Ano Inteiro – Agenda para Explorar a Natureza”, da Planeta Tangerina. Os créditos vão para os autores Isabel Minhós Martins e Bernardo P. Carvalho.

PPS: Também te podes juntar a nós nas sessões de voluntariado, com os cuidados COVID necessários. Esta iniciativa faz parte do projecto Jardins Invisíveis.

Castro Verde e as boas práticas de retenção de água nos solos

Actualmente a zona de Castro Verde/Mértola já é classificada como zona árida (Precipitação < 250mm). O clima tende para a diminuição da quantidade de chuva e que esta se dê em eventos torrenciais. Os solos são também, delgados, pedregosos e compactados, e há cada vez menos gente no território.

Isto faz com que seja mais difícil produzir e viver.  Estamos em vias da escassez de água para consumo humano. A erosão e a perda de fertilidade são fenómenos recorrentes.

É preciso parar a erosão e a perda de solo, infiltrar o máximo de água possível nos solos e aumentar os teores de matéria orgânica.

Se isto acontecer podemos esperar um aumento da disponibilidade de água no solo e consequente aumento da produtividade das pastagens. Potencialmente traduzindo-se no aumento da qualidade de vida dos agricultores e habitantes desta região e na preservação ou melhoramento da paisagem para as gerações futuras.

Este foi o mote para a segunda visita técnica ao Monte do Seixo em Castro Verde, no passado dia 28 de Julho, organizado em parceria pelo GAIA- Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e a Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste. No Monte do Seixo – Castro Verde,  os proprietários Jacinto e Marta mostraram as boas práticas agroecológicas aí praticadas desta vez a agricultores e agricultoras do Baixo Alentejo (Ourique e Mértola) e do Alentejo litoral (Odemira), num total de 15 pessoas.

A visita começou com a ronda de apresentações, depois o Jacinto apresentou sumariamente a sua actividade e levou-nos a uma visita aos terrenos. Foi possível observar as valas de retenção da água (da chuva) à curva de nível, realizadas há 8 anos com uma simples charrua e mangueira de nível. Pelo caminho desenvolveram-se conversas paralelas entre os agricultores, onde se partilharam experiências e apreensões.

O encontro terminou com um debate onde se discutiu o impacte: das valas à curva de nível na retenção de água das chuvas no solo, do pastoreio holístico e da subsolagem na recuperação de terras degradadas e da aplicação destas técnicas no potencial melhoramento do rendimento dos agricultores. 

O objectivo deste segundo encontro encontro foi também mapear a vontade dos agricultores na construção de uma rede demonstrativa de boas prácticas de retenção de água   e recuperação de terras degradadas.

Para Agosto está a ser planeada uma terceira visita que pretende pôr em contacto um grupo de pessoas, entre estas agricultoras, investidoras e investigadoras, para em conjunto se sonhar uma forma de atenuar o risco da implementação destas novas prácticas e planear uma monitorização que comprove cientificamente os resultados que estão sendo observados pelos agricultores.

Esta visita aconteceu no âmbito do  trAEce – Formação Vocacional em Agroecologia para Agricultores –www.traece.eu – um projecto ERASMUS + de Educação e Formação financiado pela União Europeia, do qual o GAIA faz parte, com duração até 2022. Este projecto é liderado por uma organização da Hungria, integra duas universidades, um produtor agroecológico e uma organização de capacitação agrícola, todos na Europa Central e que procuraram um parceiro na península ibérica. Estes países sofrem hoje com verões quentes e secos com os quais os produtores agrícolas não têm experiência. Nos últimos 15 anos o GAIA construiu uma rede de actores e pioneiros na agroecologia em Portugal, tendo sido essa experiência o motivo da sua escolha para integrar este projecto.

 

Viveiro comunitário em São Luís

O projeto do viveiro comunitário de S. Luís nasceu no Verão de 2019 da explosão de vida resultante da vontade do FIVACC (que queria deixar um  contributo para a comunidade), da acção do GAIA Alentejo (que no contexto da urgência climática tem por objectivo impulsionar estilos de vida ecológicos através de experiências de aprendizagem) e da disponibilidade da Junta de Freguesia de São Luís (que disponibilizou uma estufa abandonada situada acima das instalações da Junta).

Propusemos-nos a pôr em marcha um viveiro funcional a várias mãos e eis que, um ano depois, nos deparamos com perto de 500 árvores. Neste Outono 2020 estarão prontas para ser plantadas pelo território de São Luís.

O viveiro comunitário de São Luís tem por objectivo:

  • Contribuir para a reflorestação da bio-região
  • Ser um lugar de aprendizagem
  • Promover a cooperação na região através de acções em conjunto

Acções feitas até hoje:

O primeiro objectivo foi pôr a funcionar este espaço, limpando a estufa e o espaço em volta. Depois começou-se a semear e plantar árvores.

O trabalho foi iniciado com jovens da região através de oficinas mensais e mais tarde um grupo de voluntários começou a reunir-se uma vez por semana, continuando a melhorar o espaço, com sistema de rega automática e mais árvores semeadas e estacas plantadas.

Também o espaço exterior vem sendo beneficiado, no sentido de se tornar um espaço ameno de trabalho e de convívio.

Este verão continuamos as acções de voluntariado às quartas-feiras, pelas 17h. Todas as mãos, cabeças e corações são bem-vindos 🙂

“Caminhos para a transição energética na freguesia de São Luís”

GAIA Alentejo PRESENTE na sessão Living Lab “Caminhos para a transição energética na freguesia de São Luís” do Projecto Proseu, em colaboração com o grupo Energia com Alegria, que aconteceu on-line no dia 9 Maio 2020.

Segue a história animada da discussão que aconteceu nesta sessão, resultante da documentação gráfica que ficou a cargo do GAIA Alentejo. Desenhos de Sara Serrão.

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ISTO NÃO É UM CABAZ: Comúnicado da Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária / REGENERAR Vs Covid-19

DO ESTADO DE EMERGÊNCIA AO CULTIVO DA RESILIÊNCIA: Pela propagação das Comunidades que Sustentam a Agricultura

Dado o momento de crise que estamos a viver, nós, membros da Rede Portuguesa de Agroecologia Solidária, co-produtoras das Associações para a Manutenção da Agricultura de Proximidade (AMAP) e das Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSA), partilhamos algumas inquietações sobre os tempos que correm e suas implicações na soberania alimentar.

1. O ALIMENTO É UM BEM-COMUM – NÃO É UMA MERCADORIA

Na actual situação de crise que vivemos, temos notado uma corrida aos cabazes como se fosse papel higiénico. Por melhor negócio que possa parecer, isto não alivia a nossa ansiedade em relação ao presente e futuro que vem. Partilhamos da angústia sentida por muitos pela possibilidade de vir a faltar comida, e compreendemos o medo de frequentar os locais de consumo de massas, bem como a conveniência de poder receber em casa alimentos, enquanto confinados à espera que a pandemia passe.

No entanto, imunes ao vírus, as hortaliças continuam a crescer.
Para podermos concentrar-nos nos cuidados (agora redobrados) que a terra exige, não podemos viver atarantados com a gestão de solicitações desenfreadas. Precisamos de planeamento, de proximidade, de compromisso e de empatia. Nas AMAP/CSA, foi sempre esta a ética que nos guiou para cumprirmos o dever que sentimos de providenciar alimentos de qualidade. Por isso não distinguimos entre consumidores e produtores: somos todos co-produtores. E para nós é isto que está na base da soberania alimentar.

2. EMERGÊNCIA RIMA COM RESILIÊNCIA

A crise do vírus corona tem posto a descoberto aquilo que já muitos de nós sabíamos: o actual sistema económico não é sustentável, e isso fica patente quando nos vemos obrigados a pensar como funciona o fornecimento agro-alimentar. No cerne da resiliência está a capacidade de um sistema continuar a funcionar quando enfrenta uma falha. Na realidade de muitos agricultores – que dependem do grande retalho e de circuitos longos de distribuição – a quebra nas encomendas, por causa desta crise, pode levar a situações trágicas no escoamento, e consequentemente no acesso ao pão que (n)os alimenta. Com a proibição das feiras e mercados, e com os limites à circulação, há que reinventar todo o circuito de distribuição de forma a torná-lo mais local, mais próximo e resiliente.

Nas AMAP/CSA, co-criamos sistemas agroalimentares solidários baseados na relação directa entre grupos de consumidores e produtores. Mais do que relações de um-para-um, procuramos fazê-lo coletivamente, reconhecendo o ecossistema como um todo (incluindo quem produz, quem consome e a natureza que nos brinda), e assumindo os riscos e as responsabilidades do imprevisível que acontece.

3. CULTIVAR A PROXIMIDADE EM TEMPOS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL

Tanto em tempos de crise como de não-crise, as AMAP/CSA procuram criar outro tipo de relação entre as pessoas e aquilo que as alimenta. Não são só uma forma de “ajudar os agricultores”, embora lhes aliviem o peso dos ombros quanto à responsabilidade que é cuidar da terra. Não reivindicam para si a autoria de uma receita para o sucesso nem são um franchising – mas abrem processos. É nesses processos longos, continuados, de convergência de pessoas comuns comprometidas, que a agricultura de proximidade pode afirmar-se em termos de soberania alimentar.

Lançamos assim um apelo à solidariedade de toda a gente que come com toda a gente que produz alimentos de forma justa, próxima, sustentável e regeneradora dos ecossistemas. Envolvam-se e comprometam-se na co-produção que nos alimenta. Só assim ficaremos imunes a esta e outras crises que possam vir.

Pelos membros da equipa da Rede REGENERAR, em representação de

AMAP Famalicão (chuchubio.ab@gmail.com)
AMAP Gaia (amapgaia@gmail.com)
AMAP Guimarães (silvaresquinta@gmail.com)
AMAP Maravilha / Palmela ( quintamaravilhas077@gmail.com )
AMAP Sado e Alvalade / Santiago do Cacém (mimo@ecobytes.net)
AMAP UPTEC / Porto (amapportopinc@gmail.com)
CSA Partilhar as Colheitas / Herdade do Freixo-do-Meio, Montemor-o-Novo (csafreixodomeio@gmail.com)

Mais informação: Carta de princípios das AMAP/CSA

Grupo de Acção e Intervenção Ambiental – ONG